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Páginas: 160

Publicação Original: 1951

Nova Publicação: 2022

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Marco da maturidade filosófica e poética de Drummond, Claro enigma retorna em novo projeto, com posfácio de Mia Couto. 

 

“E como ficou chato ser moderno. / Agora serei eterno”, escreveu Drummond em um poema do livro Fazendeiro do ar, de 1954. Mas esse distanciamento da atitude poética modernista – com tudo que ela continha de euforia, rebeldia e otimismo – vinha de antes. Mais precisamente, deste Claro enigma, publicado em 1951, quando o autor se aproximava dos 50 anos de idade. 

Os recursos da poesia moderna passam a conviver com formas fixas, entre elas os sonetos, e com esquemas de rimas e metros clássicos na língua portuguesa, como a redondilha, o decassílabo e o alexandrino. O tom jocoso, muitas vezes presente nos livros anteriores, se torna aqui predominantemente grave e elevado.

Como a contradição dos termos no título do livro já sugere, Drummond não buscava um simples retorno à ordem. Um sentido de incompletude, de insolvência, presente em vários poemas, corrói qualquer ilusão de estabilidade. Claro enigma demonstra, acima de tudo, que a maturidade, longe de representar um ponto de vista fixo e seguro, recoloca em outro patamar as inquietações e angústias da juventude.

As novas edições da obra de Carlos Drummond de Andrade têm seus textos fixados por especialistas, com acesso inédito ao acervo de exemplares anotados e manuscritos que ele deixou. Em Claro enigma, o leitor encontrará um posfácio do vencedor do prêmio Camões Mia Couto, e também bibliografias selecionadas de e sobre Drummond; e a seção intitulada “Na época do lançamento”, uma cronologia dos três anos imediatamente anteriores e posteriores à primeira publicação do livro.

Bibliografias completas, uma cronologia de vida e obra do poeta e as variantes no processo de fixação dos textos encontram-se disponíveis por meio do código QR localizado na quarta capa deste volume.

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Por Edmilson Caminha

Poesia brasileira; modernismo; Edmílson Caminha; Alexei Bueno; Ronaldo Fraga; Mário de Andrade; Oswald de Andrade; Blaise Cendrars; Candido Portinari; Cecília Meireles; João Alphonsus de Guimaraens; Cyro dos Anjos; Jorge de Lima; Poema de sete faces; No meio do caminho; Tinha uma pedra no meio do caminho; Quadrilha; Alguma poesia;Sentimento do mundo; Fazendeiro do ar; Brejo das almas; Boitempo; José; E agora, José; Lição de coisas; Novo poemas; A rosa do povo; Viola de bolso; A vida passada a limpo; Antologia poética; As impurezas do branco; Amar se aprende amando; Versiprosa; A falta que ama; Discurso de primavera; Corpo, A paixão medida; Farewell; Amor natural

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